Instituto Açoriano de Cultura Página inicial | Arquivo de Newsletters | Associe-se | Contactos | Mapa do site
Newsletter
 
 

N.º 03 08/01/2010

IAC PROMOVE EM ANGRA UM CONCERTO DE ETNO-JAZZ

O IAC-Instituto Açoriano de Cultura, com o apoio da Direcção Regional da Cultura dos Açores, leva a efeito no próximo sábado, dia 9 de Janeiro pelas 21h00, na Moagem Terceirense (sita na Estrada Pêro Barcelos) um concerto de Etno-Jazz.

Refere Paulo Vilela Raimundo, Presidente da Direcção do IAC, "Numa tentativa de atrair novos públicos às iniciativas promovidas por este Instituto, pretendeu-se com a escolha deste local aparentemente "alternativo" chamar a atenção dos Angrenses para um imóvel de grande qualidade e conteúdo histórico, que todos vêem pelo exterior, mas que poucos conhecem. Torna-se imperioso reconhecer a abertura e compreensão demonstrada pela família Simões, proprietária do imóvel, que desde a primeira abordagem aderiu à nossa proposta."

Este evento traduz um compromisso entre dois músicos, numa constante pesquisa através de um projecto inovador, sem no entanto nunca sacrificarem a qualidade técnica e o rigor interpretativo.

Terá como intervenientes António Eustáquio, no guitolão, e Carlos Barretto, no contrabaixo. O guitolão, o mais recente cordofone português construído pelo mestre Gilberto Grácio, sugere uma guitarra portuguesa com uma sonoridade mais ampla, tendo personalidade própria. Neste duo, o contrabaixo convoca-o para um novo espaço tímbrico. Tratar-se-á de uma coerência tímbrica com movimentos sonoros, improvisados, em diálogos permanentes onde a razão e a alma se congregam em equilíbrio.

A música que produzem pode enquadrar-se num estilo – Etno-Jazz mas não é limitativa. Retrata vivências pessoais, partilhadas por outros ambientes sonoros, apresentadas agora numa unidade.

António Eustáquio nasceu em Portalegre em 1961, frequentou o Conservatório Regional de Castelo Branco e estudou Música Antiga em Paris, sob a orientação de Henri Agnel. Mais tarde cursou Guitarra na Academia de Amadores de Música. Fundou o Conservatório Regional de Música de Portalegre, de que foi presidente da direcção e maestro da respectiva orquestra. Fez parte do projecto «Lendas e Romances», integrado no qual se apresentou no Canadá (Toronto) em três espectáculos e participou na gravação de um CD. Criou os agrupamentos Sons do Tempo (quarteto de guitarra portuguesa), Quarteto do Sol e Camerata Lusitana, com os quais igualmente efectuou registos fonográficos. Já se apresentou em Espanha (Cáceres), na Córsega, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, e na Moldávia, no Festival Etno-Jazz 2006. Participa no projecto IN-Canto, com Luísa Amaro, havendo gravado, em guitolão, um CD intitulado «Mediterranios». Também na qualidade de executante deste instrumento forma um duo com o contrabaixista Carlos Barretto. António Eustáquio é professor de Educação Musical na Escola Garcia d'Orta em Castelo de Vide.

Carlos Barretto nasceu no Estoril em 1957. Quando se fala de Jazz em Portugal, o nome de Carlos Barretto é uma referência de mérito incontornável. A crescente internacionalização da sua actividade artística tem levado a sua música a muitos destinos, tanto na Europa como no resto do mundo, sempre com rasgados elogios por parte da crítica especializada.
Depois de ter concluído o curso do Conservatório Nacional de Música de Lisboa, CB residiu em Viena de Áustria (1980-1982) a fim de se especializar na música erudita, onde estudou com Ludwig Streischer, um dos grandes mestres mundiais do contrabaixo.
Decide dedicar a sua carreira profissional à música improvisada, residindo em Paris (1984-1993), cidade a partir da qual teve oportunidade de trabalhar com grandes nomes do Jazz, actuando nos mais prestigiados festivais por toda a França, Alemanha, Suíça, Bélgica, Holanda, entre outros.
De regresso em Portugal em 1993, iniciou os seus projectos como líder e compositor, tendo gravado 8 Cd’s em nome próprio e colaborado em mais de vinte da autoria de Bernardo Sassetti, Carlos Martins, Bob Sands, George Cables, Mário Delgado, etc. e actuado em inúmeros festivais portugueses e europeus, sendo notória a evolução estética da sua música, desde o neo-bop até ao jazz europeu dos nossos dias.