A Ilha da Sombra constitui a estreia auspiciosa de uma autora que, esperamos, dê continuidade a uma voz peculiar dentro da poesia açoriana. Na sua poesia, as imagens entrecruzam-se com um universo de referências e vivências que falam daquilo que é mais secreto em cada um, embora possa, na aparência, ser banal: o bater do coração. Um coração que é, na sua poesia, não só a metáfora do amor, como a metáfora do mais poderoso cérebro, que alia o pensamento apurado e a reflexão constante, à vertigem das emoções.
Madalena Ávila é natural de Angra do Heroísmo (1977), e trabalhou no coletivo Kameraphoto (KGaleria e Kprint), altura em que se expôs como modelo para a exposição de fotografia ©MADALENA, projeto do coletivo para o 1.º aniversário da KGaleria, em Lisboa. Posteriormente esteve patente no Museu da Imagem, em Braga, e no Museu de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Fez produção para uma curta-metragem de João Nisa e deu apoio a projetos de Tiago Gomes (poeta, artista e editor da revista Bíblia). Dinamizou, em Lisboa e Algés, sessões de leitura de poesia. Diseuse, faz leituras em festivais, lançamentos e apresentações de livros e outros recitais. Participa no CD Vago Pressentimento Azul Por Cima, de João Paulo Esteves da Silva, a partir de poemas de Ana Paula Inácio (edição Alambique/ 2020). Realiza leituras regulares com Nuno Moura (poeta, editor, diseur).
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