Nesta obra questiona-se essa forma de ver as ilhas e propõe-se uma teoria alternativa da insularidade. Olhando especificamente para a realidade concreta das ilhas da Macaronésia a partir das perspetivas da geografia histórica e da geografia cultural, mostra-se neste estudo que a ideia da ilha como epítome do local isolado é equívoca. Aquilo que define o sentido de lugar nas Ilhas Atlântidas não é afinal o isolamento nem a marginalidade extrema, ao contrário do que se poderia julgar, mas sim algo muito mais complexo que isso, algo que reside num estranho equilíbrio construído sobre a ambiguidade da distância e da conexão.
Eduardo Brito-Henriques é um geógrafo que investiga e escreve sobre turismo, paisagens culturais (em sentido lato), e ambientes devastados, incluindo formas de os evitar, reverter e habitar neles. O seu trabalho desdobra-se por assuntos como o turismo sustentável, turismo urbano, a cultura visual do turismo, lugares de memória e criatividade, e paisagens em ruína e espaços abandonados. É Professor Associado com Agregação no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOTU-Lisboa), onde é presentemente coordenador do Doutoramento em Turismo e vice-coordenador do Mestrado em Turismo e Comunicação.
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Referências específicas