O autor aborda nesta obra: «o que humanamente caracteriza o Natal – esta inefável aspiração ao renascimento – é anterior e independente do nascimento do Senhor Jesus de Nazaré. Não foi, pois, o Cristianismo que criou a Festa do Natal, mas ao contrário: em Roma, a celebração pagã do Natalis Solis Invicti a 25 de dezembro de cada ano (quando o Sol principiava de novo a estar mais tempo acima do horizonte) é que deu origem ao ciclo festivo do Natal cristão. Tanto assim que, só à volta do ano 330 da nossa Era, e nunca antes, principiou a celebrar-se o nascimento do Senhor Jesus.
A quase interminável quantidade e variedade de controvérsias e opiniões que, nos primeiros séculos do Cristianismo, o atravessaram a respeito das naturezas humana e divina de Jesus de Nazaré e, oficial e magisterialmente, só terminaram com a definição do dogma da divindade de Jesus no Concílio Ecuménico de Niceia, no ano de 325, terão contribuído bastante para a expansão da Festa do Natal - a celebração da humanidade do Senhor Jesus de Nazaré.
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