João Correia Rebelo era um homem de convicções. Como muitos arquitetos da sua geração acreditava que a arquitetura e o urbanismo propostos pelo Movimento Moderno haveriam de mudar o Mundo para melhor. Não concebia nem aceitava uma arquitetura que não recorresse às possibilidades técnicas e materiais do seu tempo, que não fosse a expressão inequívoca desses recursos, das funções a que se destinava, de um desígnio social. Distinguiu-se pelo modo particularmente aguerrido e intransigente com que defendeu aqueles ideais e por ter tentado fazê-lo não só através dos seus projetos mas também, caso único no Portugal dos anos 50, pela publicação de verdadeiros manifestos.
João Correia Rebelo (1923-2013) nasceu em Ponta Delgada, tendo frequentado o Liceu Antero de Quental e obtido em 1950 o diploma de arquiteto pela Escola de Belas Artes de Lisboa. Projetou vários edifícios no Continente e nos Açores com destaque para o Colégio de S. José de Cluny e o Seminário Diocesano em Ponta Delgada (o primeiro em coautoria com o arquiteto Manuel Alzina de Menezes) e a estalagem da Serreta na Terceira – todos edifícios que são marcos da arquitetura contemporânea nos Açores. Fundador do Movimento de Renovação da Arte Religiosa, membro do Instituto Cultural dos Açores e trabalhou durante vários anos em Lisboa no sector da habitação social das Caixas de Previdência. Em 1969 radicou-se em Montreal, onde participou em numerosos projetos, associado a arquitetos canadianos.
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