Este trabalho, da responsabilidade de Duarte Gonçalves Rosa, Antero Ávila e Edward Luiz Ayres d’Abreu, procura refletir sobre alguns dos aspetos notáveis da obra do compositor e pedagogo terceirense Tomás Borba (1867-1950).
Tomás de Borba, coautor com Fernando Lopes-Graça, do ilustrado “Dicionário de Música” (1956-58), uma das obras de referência no estudo da música, foi um músico que cultivou diversos géneros de composição musical e, na opinião de Luís de Freitas Branco e de Frederico de Freitas, um dos primeiros compositores portugueses a usar os «estilos do modalismo e cromatismo».
A obra, agora publicada, contextualiza todo esse seu trabalho de composição, sendo ainda enriquecido com análises e seleção de obras que demonstram a inventividade e proficiência musicais do compositor. Aborda, também, o labor pedagógico de Borba, salientando o papel inovador que teve na pedagogia da música em Portugal, particularmente através da introdução do Canto Coral nas escolas e dos trechos que escreveu para as disciplinas de Educação Musical e Canto Coral, onde é bem evidente uma especial preocupação com a voz das crianças e a evolução da mesma pelos diversos níveis etários.
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