"Romã – Bago de Sangue" é uma obra profundamente simbólica que entrelaça mito, corpo e território numa escrita sensorial e visceral. Partindo da imagem da romã — fruto da fertilidade, da memória e do sacrifício —, o autor constrói um universo onde o íntimo e o coletivo se fundem, onde o sangue derramado se torna sinal de resistência, herança e renascimento.
Com uma prosa poética carregada de imagens densas e arquetípicas, o livro propõe uma leitura metafórica da condição humana, especialmente no contexto insular açoriano, onde o isolamento, a ancestralidade e o confronto com a natureza marcam profundamente as vivências. A romã, com os seus bagos ocultos sob uma pele tensa, torna-se figura central de um discurso sobre identidade, dor e beleza — uma ode ao que se esconde sob a superfície da história e do corpo. "Romã – Bago de Sangue" é, assim, um texto que pulsa com intensidade lírica e força simbólica, desafiando o leitor a desvendar os seus múltiplos sentidos.
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