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N.º 07 22/02/2012

IAC PUBLICA «JESUS DE NAZARÉ E AS MULHERES – A PROPÓSITO DE MARIA MADALENA
DA AUTORIA DE A. CUNHA DE OLIVEIRA

Acaba de ser publicada a mais recente edição do Instituto Açoriano de Cultura: Jesus de Nazaré e as Mulheres – a propósito de Maria Madalena, da autoria de A. Cunha de Oliveira, que será apresentada ao público no próximo dia 24 de fevereiro (sexta-feira), pelas 21h30, na Galeria do IAC. A apresentação da obra estará a cargo do Pe. Doutor Júlio Rocha (Professor do Seminário Episcopal de Angra).

O autor aborda nesta obra: «Jesus de Nazaré casou de facto com Maria Madalena? Não viria qualquer espécie de mal ao mundo, à religião e ao cristianismo se assim tivesse sido. Mas não foi. "Rosto humano de Deus", Jesus de Nazaré era perfeito homem. E o casamento faz parte da natureza humana. Sucede porém que, bem contrário de toda a criatividade literária e cinematográfica dos últimos trinta anos, a investigação histórica e literária mais despreconceituosa, séria, extensa e profunda, quer a partir dos escritos canónicos e dos primeiros autores cristãos, como dos seus contemporâneos não cristãos e até anti-cristãos, quer da correcta leitura dos evangelhos gnósticos (ao contrário do que fez Dan Brown), nada milita em favor do casamento de Jesus de Nazaré.

Quanto a Maria Madalena, a mesma investigação o que nos oferece é alguém do circulo íntimo de Jesus de Nazaré, senhora de bens e casada não se sabe com quem, que a primitiva tradição cristã aponta como alguém a quem primeiro foi revelada a Ressurreição. Tal qual sucedeu a tantas outras mulheres a quem o itinerante profeta galileu dispensou humana atenção, carinho e até ternura, foi curada de grandes males, pelo que Lhe ficou eternamente grata, acompanhando-O e socorrendo-O (e aos discípulos) com os seus bens. Nada mais. Foi o papa Gregório Magno que, numa homilia do dia 21 de Setembro de 591, na Basílica de S. Clemente, em Roma, confundiu Maria Madalena com a "pecadora arrependida" do evangelista Lucas (7,36-50). A partir de então terminou a História e principiou a Lenda. Agora tenta-se criar o Mito».

Artur da Cunha Oliveira, Sacerdote católico dispensado do ministério e casado, licenciado em Teologia Dogmática e em Ciências Bíblicas, foi professor no Seminário Episcopal de Angra, cónego da Sé, assistente diocesano de vários movimentos, organismos e associações de apostolado e, na sociedade civil, director do diário A União, co-fundador do Instituto Açoriano de Cultura de cujas Semanas de Estudo dos Açores foi secretário permanente durante vários anos, conselheiro de orientação profissional e director de Centro de Emprego de Angra do Heroísmo, vogal da Comissão Regional de Planeamento e, depois do "25 de Abril", presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, Director do Departamento Regional de Estudos e Planeamento dos Açores (DREPA), que fundou, deputado ao Parlamento Europeu, presidente da Comissão Diocesana de Justiça e Paz e da Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo.