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N.º 5 03/02/2009


Sai do prelo nova publicação do IAC O município de Angra nas vésperas do Liberalismo (1810-1820)


Acaba de sair do prelo uma nova publicação do IAC-Instituto Açoriano de Cultura, intitulada O município de Angra nas vésperas do Liberalismo (1810-1820), da autoria de José Avelino Rocha dos Santos, obra que se insere no conjunto de publicações com que este Instituto decidiu associar-se à comemoração do 25º aniversário da inscrição da Cidade de Angra do Heroísmo nos Bens Património da Humanidade, da UNESCO.

Esta obra traça uma radiografia do concelho angrense na década que antecedeu a Revolução Liberal em Portugal e retrata o quotidiano político-administrativo e económico-social de Angra como capital açoriana e sede da Capitania Geral dos Açores. Os objectivos principais deste trabalho, fruto do Mestrado em História Insular e Atlântica, Séculos XV-XX, defendido pelo autor na Universidade dos Açores, sob a orientação do Prof. Doutor Avelino Meneses, centram-se no estudo da jurisdição municipal nas vésperas da implementação do Liberalismo, bem como na aferição das relações entre o poder local e o poder central, representado pelo capitão general. Deste modo, José Avelino dos Santos procurou trazer à luz do dia a acção política e administrativa da Câmara de Angra entre os anos de 1810 e 1820, bem como a sua acção económica e social e, por fim, as relações entre a Capitania Geral e o município.

Jorge Bruno, Presidente da Direcção do IAC, refere que “esta obra representa um assinalável contributo para o conhecimento do município angrense na fase final do Antigo Regime, em particular, e para a História dos Açores, em geral. Ademais, é com base em estudos monográficos desta qualidade e profundidade que a história do municipalismo em Portugal deve ser feita”.

Para a realização desta obra, o autor recorreu, sobretudo, aos livros de vereações, de registo, da almotaçaria, de fianças e de arrematações, relativamente à Câmara de Angra. No tocante às relações com a Capitania Geral foram compulsados os livros de registo das portarias e ordens, bem como a correspondência trocada entre as diversas entidades.

Esta obra, que conta com o apoio da Direcção Regional da Cultura, é co-financiada pelo INTERREG III B, no âmbito do Projecto Chronos, do qual o IAC-Instituto Açoriano de Cultura é o Chefe de Fila.