Instituto Açoriano de Cultura
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Paisagens Invertidas
Filme e conferência sobre a Arquitectura Contemporânea Portuguesa
 

Com o objectivo último de proporcionar mais um espaço de debate tendo em vista reflectir sobre a qualidade na arquitectura contemporânea, a Delegação dos Açores da Ordem dos Arquitectos, o IAC-Instituto Açoriano de Cultura e a Casa da Cultura da Terceira levaram a efeito a apresentação do filme intitulado «Portugal: reversed landscapes / Paisagens Invertidas», que foi acompanhada por uma conferência do Arquitecto Fernando Reis Martins.

As apresentações tiveram lugar em Ponta Delgada, na Academia das Artes, no dia 30 de Janeiro (6ª feira), pelas 21.30 horas, e em Angra do Heroísmo, no dia 31 (sábado), no Museu de Angra, pelas 15 horas.

O filme apresenta nove obras representativas da melhor arquitectura contemporânea construída em Portugal, da autoria de outros tantos arquitectos: Eduardo Souto Moura (edifício de habitação colectiva na Maia); Manuel Graça Dias e Egas José Vieira (edifício dos auditórios da Universidade Egas Moniz); António Lima Belém (casa MTS); Fernando Martins (escola do aglomerado urbano de Santo Elói); João Luís Carrilho da Graça (Escola Superior de Comunicação Social); Álvaro Siza Vieira (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto); Gonçalo Byrne (edifício da coordenação e controlo marítimo do Porto de Lisboa); Aires Mateus e Associados (Reitoria da Universidade Nova); e ARX Portugal (Museu Marítimo de Ílhavo).

O objecto do filme é a paisagem urbana portuguesa polarizada em nove edifícios. Trata-se, desde logo, de captar as ressonâncias da paisagem, como consequência do “magnetismo” da arquitectura, criando um panorama sintético que permite evocar o ambiente físico de Portugal. Entende-se este filme como demonstrativo das qualidades da arquitectura portuguesa numa relação dinâmica com a realidade construída: o objecto é uma nova geografia feita de expansões, periferias, áreas obsoletas, onde a arquitectura funciona como uma inversão, isto é, como conformação singular do espaço e dos programas embora sem regra ou ética exacta.

Pretende-se mostrar a condição urbana portuguesa como escapando largamente ao controlo “político” e “cultural”, como fenómeno com vida própria. Os nove edifícios que ilustram “Portugal: reversed landscapes / paisagens invertidas” são hipóteses de diferença. Partilham, entre si, o modo como polarizam os lugares, como tentam decifrar ou reinventar o contexto em que se implantam, sem se obrigarem a ser contextualistas. Pela sua intencionalidade e carácter são os protagonistas exuberantes ou discretos dos sítios; são volumes tensos ou macios, criados pela luz diária. Procuram deslocar a incerteza dos sítios no sentido de lhes recriar uma identidade difusa ou peremptória. São fragmentos de uma realidade arquitectónica, buracos no tempo, conscientes da história.

No sentido, estes nove edifícios são paisagens invertidas, isto é, definem um ponto mais do que um território; são verticais mais do que horizontais; são o resultado de acumulações artificiais mais do que qualquer sentido de naturalidade. Por isso, surgem de modo quase transitório, em movimento, como aparições. Devem ser entendidos como manifestos impuros, hipóteses de inversão.
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Última actualização em 2004-12-20