Instituto Açoriano de Cultura
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Projecto Atlântico de Arte Digital
INTERREG III FEDER
 
Exposição de Daciano da Costa
 

Angra do Heroísmo – Palácio dos Capitães Generais
26 de Novembro a 17 de Dezembro de 2004

Ponta Delgada - Academia das Artes dos Açores
13 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2005

Tem lugar no próximo dia 13 (5ª feira), pelas 18h30 horas, na Academia das Artes dos Açores, em Ponta Delgada, a abertura da exposição Atelier Daciano da Costa – 1959-2001, numa iniciativa do IAC-Instituto Açoriano de Cultura, com a colaboração da Academia das Artes dos Açores.

Esta exposição – realizada no âmbito do Projecto Atlântico de Arte Digital, com o apoio do INTERREG III B – integrará 32 painéis com representações das principais vertentes da obra deste arquitecto designer: Arquitectura de Interiores, Design de Mobiliário, Design Industrial, Design de Exposições, Design Gráfico, cenografia e Figurinos, para além também de peças originais.

A exposição esteve patente ao público de 26 de Novembro a 17 de Dezembro em Angra do Heroísmo, no Palácio dos Capitães Generais, e agora é apresentada em Ponta Delgada, na Academia das Artes dos Açores, de 13 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2005.

Celebrado como um dos mais importantes e destacados designers portugueses, Daciano da Costa viu a sua obra ser objecto de uma notável exposição retrospectiva realizada por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, a qual proporcionou uma singular e abrangente visão sobre a sua vasta obra, realizada entre 1959-2001. Aliás, é significativo o facto de ser da sua responsabilidade não só grande parte dos interiores e do mobiliário desta Fundação, dos anos 60, como também a sua adaptação e renovação, de há pouco mais de três anos. E é justamente a partir desta retrospectiva que foi concebida a presente exposição de que o IAC-Instituto Açoriano de Cultura se orgulha de apresentar nos Açores, sob o comissariado de Américo Silva.

As criações de Daciano da Costa têm a particularidade de estarem presentes um pouco por toda a parte no quotidiano de qualquer cidadão português, desde o mobiliário do escritório à cadeira da sala de espera do consultório, do serviço de porcelana ao mobiliário urbano, o que atesta desde logo a sua importante produção nas mais diversas áreas do design.

2005-01-11
O Presidente da Direcção do IAC
Jorge Augusto Paulus Bruno

NOTA INFORMATIVA AOS OCS
Atelier Daciano da Costa – 1959-2001
Exposição

Tem lugar no próximo dia 26 (6ª feira), pelas 18 horas, no Palácio dos Capitães Generais, a abertura da exposição Atelier Daciano da Costa – 1959-2001, numa iniciativa do IAC-Instituto Açoriano de Cultura.

Esta exposição integrará 32 painéis com representações das principais vertentes da obra deste arquitecto designer – Arquitectura de Interiores, Design de Mobiliário, Design Industrial, Design de Exposições, Design Gráfico, cenografia e Figurinos, para além de peças originais.

A exposição estará patente ao público de 26 de Novembro a 17 de Dezembro em Angra do Heroísmo, no Palácio dos Capitães Generais, sendo apresentada também em Ponta Delgada, na Academia das Artes dos Açores, de 13 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2005.

Celebrado como um dos mais importantes e destacados designers portugueses, Daciano da Costa viu a sua obra ser objecto de uma notável exposição retrospectiva realizada por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, a qual proporcionou uma singular e abrangente visão sobre a sua vasta obra, realizada entre 1959-2001. Aliás, é significativo o facto de ser da sua responsabilidade não só grande parte dos interiores e do mobiliário desta Fundação, dos anos 60, como também a sua adaptação e renovação, de há pouco mais de três anos. E é justamente a partir desta retrospectiva que foi concebida a presente exposição de que o IAC-Instituto Açoriano de Cultura se orgulha de apresentar nos Açores, sob o comissariado de Américo Silva.

As criações de Daciano da Costa têm a particularidade de estarem presentes um pouco por toda a parte no quotidiano de qualquer cidadão português, desde o mobiliário de escritório à cadeira da sala de espera do consultório, do serviço de porcelana ao mobiliário urbano, o que atesta desde logo a sua importante produção nas mais diversas áreas do design.

Em paralelo a esta exposição, o IAC-Instituto Açoriano de Cultura e a Casa da Cultura da Terceira dão continuidade a um projecto desenhado desde há alguns anos que visa estimular o debate e reflexão sobre questões ligadas à arquitectura contemporânea realizando no sábado, dia 27, pelas 15 horas, no Auditório do Museu de Angra, uma mesa-redonda com a participação do Arquitecto João Paulo Martins sobre o tema “Design para o Contexto”.

2005-01-03
O Presidente da Direcção do IAC
Jorge Augusto Paulus Bruno

 

Para encerrar o ciclo de exposições previsto para o decurso do presente mandato, o IAC-Instituto Açoriano de Cultura programou a realização da presente exposição, no domínio do design, sobre a obra de Daciano da Costa ficando, deste modo, completo o conjunto de quatro exposições cujo objectivo era abordar outros tantos domínios da criação artística para além da Pintura (Jorge Molder – Fotografia; Rui Chafes – Escultura; Bartolomeu dos Santos – Gravura; e Daciano da Costa – Design).

Embora com uma intervenção apenas referenciada nos Açores (Hotel Holiday Inn, Ponta Delgada, 2000-2002 – arquitectura de interiores), as criações de Daciano da Costa estão presentes um pouco por toda a parte no quotidiano de qualquer cidadão português, desde o mobiliário do escritório à cadeira da sala de espera do consultório, do serviço de porcelana ao mobiliário urbano.

Celebrado como um dos mais importantes e destacados designers portugueses, Daciano da Costa viu a sua obra ser objecto de uma notável exposição retrospectiva realizada por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, a qual – sob a esclarecida orientação do comissário João Paulo Martins – proporcionou uma singular e abrangente visão sobre a sua vasta obra, realizada entre 1959-2001. Aliás, é significativo o facto de ser da sua responsabilidade não só grande parte dos interiores e do mobiliário desta Fundação, dos anos 60, como também a sua adaptação e renovação, de há pouco mais de três anos.

E é justamente a partir desta retrospectiva que foi concebida a presente exposição de que o IAC-Instituto Açoriano de Cultura se orgulha de apresentar nos Açores, sob o comissariado de Américo Silva, este um “fazedor de cultura”, sempre disponível para as solicitações culturais açorianas.

É, pois, com enorme satisfação que o IAC-Instituto Açoriano de Cultura, devido ao empenho de Américo Silva – que aqui registamos e agradecemos – e ao apoio de diversas pessoas e instituições – das quais salientamos o Arqº João Paulo Martins, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Atelier Daciano da Costa – acolhe esta exposição retrospectiva da obra do grande Mestre do design português que é Daciano da Costa, a quem, de resto, também agradecemos a disponibilidade para a sua realização.

Jorge Augusto Paulus Bruno
Presidente da Direcção do IAC-Instituto Açoriano de Cultura

 

Começaria por dizer que a presente exposição, que tenho a honra e a satisfação de comissariar graças ao convite do IAC-Instituto Açoriano de Cultura, acontece por via do seu Presidente, Dr. Jorge Augusto Paulus Bruno, que sensibilizado agradeço.

É uma pequena mostra, se tivermos por referência a Exposição Retrospectiva da obra de Daciano da Costa, organizada de forma impecável pelo Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e pelo seu comissário Arq. João Paulo Martins.

Assim foi possível organizar uma série de painéis documentais ilustrados cronológica e retrospectivamente, intercalados com projectos e objectos vários, representativos do seu trabalho, completando-se com uma série de desenhos de viagem em primeira apresentação pública. [CONFIRMAR]

Conheci Daciano da Costa em 1965, no Rio de Janeiro, quando participávamos na montagem do pavilhão “Portugal de Hoje” no IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro; mais tarde voltámos a contactar na Fundação Calouste Gulbenkian, onde Daciano da Costa foi um dos principais projectistas de interiores; mantendo ainda aí a sua colaboração, fui assim acompanhando o seu trabalho.

Posteriormente, em 1975/1976, com outros colegas designers, onde eu me encontrava com Vítor Manaças, Sallete e José Brandão, Robin Fiori, Madalena Cabral, Filipa Tainha entre outros, surge um grupo de trabalho que vem a constituir a Associação Portuguesa de Designers, com Daciano da Costa como primeiro Presidente. Não posso deixar de referir aqui, o amigo comum e saudoso Sebastião Rodrigues, também um dos fundadores e pioneiro do design em Portugal.

Daciano da Costa – criador, professor, mestre e companheiro – dá-nos uma obra notável, e é hoje uma referência na Arte do Design em Portugal, abrangendo inúmeras áreas desta actividade.

Ele deixa UMA MARCA, UMA ESCOLA, que tem os seus seguidores, o seu Atelier, e seus colaboradores, que são o melhor exemplo do que acabo de dizer. Daciano não esquece ninguém, não rejeita os colaboradores e os companheiros de “route”. Quem ler o catálogo da Fundação Calouste Gulbenkian pode confirmá-lo.

O Design afirma-se em Daciano da Costa. Houve naturalmente outros criadores, e isso seria injusto não referir. Porém, em outro espaço, tempo e circunstâncias, se falará deles, mas agora é a hora de Daciano da Costa, daí o seu doutoramento HONORIS CAUSA (Faculdade de Arquitectura – Lisboa, Fevereiro de 2004).

Bem Haja

Lisboa, Setembro de 2004
Américo Silva

Daciano da Costa, Designer

O design de Daciano da Costa tem sido muito justamente valorizado pela sua coerência, rigor profissional e maturidade de desenho; pelo equilíbrio no uso dos materiais, acerto da proporção, elegância do detalhe; pela exemplar ligação que estabeleceu com a indústria; pelo modo inteligente como tem sabido assimilar a cultura do seu tempo.

A sua militância na defesa e consolidação do Design, fazendo a apologia de um método, empenhado numa causa, intransigente, foi potenciada pela prática pedagógica que desenvolveu ao longo de décadas, levando gerações de jovens e arquitectos a «ver pelo desenho», conferindo estatuto universitário à formação dos designers, reclamando a definição e consolidação dessa nova classe profissional.

Este retrato é, no entanto, necessariamente redutor, simplista, demasiado linear. Mesmo quando o resumimos em breves parágrafos, o percurso profissional de Daciano da Costa permite-nos entrever uma outra complexidade. Muito cedo decidiu abandonar uma carreira promissora nas artes plásticas para investir, convicta e irreversivelmente, nas disciplinas do projecto. Num primeiro momento, ainda no ateliê de Frederico George, seu principal mestre, repetiu os passos de muitos artistas da geração anterior à sua, ocupando-se do desenho de pavilhões e stands de feiras e exposições.

Depois, «circunstância, vocação e caso» – como sempre repete parafraseando Ortega y Gasset – rapidamente o conduziram ao desenho de interiores públicos. Nos interiores da Reitoria da Universidade de Lisboa (1960-61), na Biblioteca Nacional (1965-68), no edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian (1966-69), reconhece-se a passagem gradual da Decoração à Arquitectura de Interiores. São intervenções que, de um modo crescente, se afirmam como parte integrante do organismo arquitectónico a que pertencem, onde a metodologia do projecto é aplicada de um modo sistemático, onde o processo criativo resulta intelectualizado.

Ao mesmo tempo, em exercícios pioneiros de design gráfico corporativo (projectos para as empresas MDF e O+F, em 1965-66) e, sobretudo, numa experiência exemplar de design para a indústria, com a Metalúrgica da Longra, que se iniciou em 1962 e havia de se prolongar durante três décadas, Daciano da Costa desenvolveu um rigoroso sentido de «sistema».

Os grandes empreendimentos hoteleiros do início dos anos 70 deram-lhe a oportunidade para realizar exercícios inéditos e irrepetíveis de design global (hotéis Madeira Hilton, 1970-71; Altis, 1971-74; Penta, 1971-75; Casino Park Hotel, 1972-84). Após a revolução de Abril de 1974, sentiu o apelo da utopia social e reconheceu, desencantado, «a fragilidade do Design frente à irracionalidade do mercado».

Ultrapassado que estava o período de invenção e consolidação do território do Design, Daciano ganhou distância em relação ao entendimento mais estrito do ideal funcionalista e dos seus constrangimentos. Na década de 1980 participou na redescoberta pós-moderna do humor e da liberdade de desenho, assumiu sem complexos as heranças múltiplas da História. Desde então, vem ensaiando uma nova aproximação às artes decorativas, numa recuperação erudita dos saberes artesanais, onde sistematicamente introduz ambiguidades de expressão, inesperadas notas de desproporção e de instabilidade, de irreverência.

A inquietação permanente de Daciano da Costa – nos projectos como na vida –, a sua capacidade para transformar os sinais desencontrados da realidade quotidiana em estímulos convergentes, a lucidez e inteligência com que encara as adversidades para as converter em agentes positivos são a lição que nos deixa a cada dia que passa. Daciano tem-nos ensinado a inquirir sempre a realidade com um olhar crítico, a alimentar, em relação a tudo quanto nos rodeia, um eterno e vital sentimento de mal-estar. Acredito também que só assim saberemos manter viva a esperança projectual – a utopia do Design –, que só assim poderemos reconhecer-nos no mundo que ajudamos a construir.

João Paulo Martins, arquitecto FA | UTL
Outubro 2004

 

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Última actualização em 2005-10-17